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Último Update: Mar 29th, 2006 - 07:41:14
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Internacional
Durante a década passada, acompanhamos o crescimento de idéias neonazistas na Alemanha, a militância dos skinheads em toda a Europa e nos Estados Unidos, juntamente com a publicação de novas edições de Mein Kampf. Além disso, o mundo inteiro testemunhou os vergonhosos ataques contra Israel e o povo judeu nas decisões das Nações Unidas e durante as conferências internacionais sobre o racismo. Agora, com o crescimento do islã radical e militante e a guerra ao terrorismo, surgiram novas variações das acusações nazistas contra os judeus.
Em primeiro lugar, o mundo muçulmano passou a ver os Estados Unidos e Israel como seus inimigos inseparáveis: o “grande satã” e o “pequeno satã”, seus adversários que precisam ser destruídos a qualquer custo. Elementos na imprensa árabe elogiam o Führer por ter iniciado um bom trabalho contra o “pequeno satã” – Israel, mas lamentam o fato dele não tê-lo concluído.
Em um panfleto intitulado “Graças por Hitler”, produzido pela Al-Akhbar, uma das maiores empresas de comunicação do Egito, Ahmed Ragab escreveu: “Graças por Hitler, que vingou antecipadamente os palestinos dos mais hediondos criminosos da terra. Mesmo assim, culpamos Hitler por sua vingança não ter sido suficiente”.
Quando questionado a respeito do artigo, o editor de Ragab deu uma explicação: “Você não deve levar o artigo ao pé da letra. Considere o seu sentimento, seu espírito”.
Com essa declaração, o editor revelou muito mais do que imagina. Esse mesmo espírito, ou “sentimento”, se quiser chamá-lo assim, é o que motiva todos os anti-semitas. Como o autor do folheto deu a entender, seu problema não é apenas com Israel. Eles consideram todos os judeus do mundo culpados e os descrevem como “os mais hediondos criminosos da terra”, que merecem ser aniquilados.
A segunda variação da grande mentira é que os EUA freqüentemente são ligados aos nazistas e a Adolf Hitler; e, no mínimo, “o espírito, o sentimento” por trás das analogias é tão antiamericano quanto antijudeu. No Al-Ahram, outro importante jornal egípcio, o colunista Anis Mansour classificou o tratamento dado aos prisioneiros da Al-Qaeda na base americana de Guantánamo em Cuba como sendo “algo pior do que Hitler fez com seus rivais judeus e cristãos”.
Abraham Foxman, diretor da Liga Judaica Anti-Difamação, classificou o artigo de ultrajante. Ele disse: “Infelizmente, os jornais egípcios publicam com freqüência matérias sensacionalistas, temperadas com comentários a respeito do Holocausto que são inapropriados ou desavergonhadamente falsos”.
Uma outra distorção da história apareceu no Akher Sa’a, um semanário oficial egípcio, que publicou um artigo intitulado “Os judeus são sanguessugas e tomarão conta dos Estados Unidos”.
O repórter alegou que havia um documento arquivado no Instituto Franklin, na Filadélfia, provando que Benjamin Franklin não gostava de judeus. O chefe da biblioteca do Instituto negou a acusação e afirmou que o Instituto Franklin não possui tal documento. Sabe-se, porém, que o documento em questão, citado como prova, é uma falsificação feita pelos nazistas em 1935, quando foi publicado o livro anti-semita A Handbook on the Jewish Question – Manual da Questão Judaica. Ele continha a alegação de que Franklin, um dos patriarcas da independência americana, fez comentários maldosos a respeito da imigração judaica durante um recesso na Convenção Constitucional, ocorrida na Filadélfia em 1789 (a Convenção realmente ocorreu, mas em 1787).
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