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Último Update: Mar 29th, 2006 - 06:59:31
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Editorial
Nesta edição especial sobre mulheres em comemoração ao Dia Internacional da Mulheres, trazemos uma entrevista especial com Regina Pinto-Moura, psicológa, terapeuta, pastora e um dos mais importantes nomes femininos na comunidade brasileira em Massachusetts.
Regina Pinto-Moura falou de muitas coisas, especialmente de mulheres que padecem nas mãos de homens que não lhes dão o devido valor. Em contraponto a tudo isto, o que se vê é cada vez mais mulheres ocupando espaços que tradicionalmente eram dos homens, e em muitos casos com um ganho de qualidade infinitamente maior.
A mulher ao ocupar estes espaços jamais deixa de ser feminina, embora tenha de provar a cada dia que é capaz de estar naquela posição, coisa que jamais é exigido de qualquer homem. Mesmo assim, elas vão em frente sem hesitação.
São mães, esposas, companheiras, profissionais, sempre belas, perfumadas e bem arrumadas como convém a qualquer mulher.
Este progresso só foi possível porque as mulheres foram a luta sem medo de cara feia ou de qualquer tipo de pressão, importando somente para elas a conquista e o reconhecimento da sua importância na sociedade, e elas sabem fazer isto como ninguém. O mundo sempre teve mulheres corajosas, algumas delas ficaram no mais absoluto anonimato, enquanto que outras enfrentaram o perigo e se tornaram heroinas, como Katherine Graham, dona do jornal Washington Post, que publicou cada detalhe do escândalo de Watergate, cujos desdobramentos causaram a renúncia do presidente americano Richard Nixon.
Katherine foi pressionada de tal modo a mando de Nixon, que certa vez disse numa palestra para estudantes de jornalismo que se fosse um homem teria cedido as pressões e jogado no lixo todo o trabalho dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein. Só que ela foi corajosa e mudou a história e o cenário político nos Estados Unidos.
Em 1986 Nixon encontrou-a num evento qualquer e fez questão de lhe apertar a mão e dizer que ela havia dado uma importante lição nele.
O que importava para Katherine Graham era a verdade e ela só ia aparecer se cada detalhe do caso fosse devidamente exposto, e foi o que ela permitiu fazer. A decisão de publicar ou não era dela.
Assim como Katherine Graham, muitas mulheres fizeram algo que mudou a história de pessoas, paises e de nações, tal como as também americanas Rosa Parks e Coretta King. Elas podem não ser tão famosas ou ricas como as atrizes de cinema e certas cantoras do show business, mas certamente influenciaram tanta gente quanto.
Mulheres a parte, estamos na espera e na expectativa de que o Congresso americano finalmente vote uma lei que beneficie e regularize um número maior de imigrantes indocumentados possível. Sabe-se que o presidente George W. Bush enfrenta oposição dentro do seu próprio partido, mas a há esperança de que ele faça valer na plenitude a sua autoridade e assine a sonhada e desejada lei.
Resta orar, esperar e torcer para o presidente seja destemido e corajoso, como foram algumas das mulheres citadas. Os imigrantes indocumentados e a nação americana que poderá arrecadar mais agradecerá.
Boa leitura!
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