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Último Update: Feb 20th, 2006 - 11:12:44

Saúde



Remédios para emagrecimento tem venda proibida nos EUA
By Jehozadak Pereira
Feb 20, 2006, 11:11

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O mercado diet ou light é um dos mais rentáveis e empresas e fabricantes se digladiam em disputas cada vez mais acirradas em busca de novos produtos, principalmente que sejam inéditos. Logo, cada vez que um novo nicho de mercado é descoberto, todos vão atrás dele.
Há de tudo neste segmento onde as pessoas que engordaram ou tem medo de uns quilinhos a mais gastam fortunas a cada ano em busca do bem estar físico que acaba por beneficiar o emocional também.
Se por um lado há alimentos e medicamentos sérios e de eficácia comprovada, por outro há os de resultado duvidoso e que por fim acarreta problemas em vez das prometidas soluções.
Semanas atrás, a imprensa brasileira noticiou que o Emagrece Sim, um remédio brasileiro de origem natural e que prometia emagrecimento foi investigado e interditado nos Estados Unidos, pela Food and Drugs Administration – FDA, entidade que regulamenta e aprova o uso de medicamentos na América. Outro produto – o gel para cellulite Herbatin, foi também investigado e vetado, por apresentarem substâncias controladas e que causam dependência química aos usuários. Já o uso Emagrece Sim, pode causar hipertensão, surto psicótico e síndrome de abstinência, o que pode levar à morte.
O Emagrece Sim, virou febre no Brasil e passou a ser copiado e pirateado por diversas empresas. No entanto, pesquisas e análises feitas concluiram que a fórmula original tinha na sua composição anfetaminas e tranqüilizantes, substâncias que não podem ser vendidas sem a devida prescrição e orientação médica, pois pela sua composição podem trazer malefícios a saúde. A embalagem não traz o nome do fabricante e nem do distribuidor e nem podia ser enquadrada como fórmula natural. A notícia saiu no jornal Miami Herald.
Inspetores do INBRAVISA – Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária, interditou o Laboratório Fitoterápico a Cura Indústria, Comércio e Importação Ltda, na cidade de Contagem, Minas Gerais, no dia 17 de janeiro.
Segundo Rui Dammenhain, diretor presidente do INBRAVISA, os responsáveis pelo laboratório, além de terem o estabelecimento interditado, e estarem sujeitos a pesadas multas, deverão responder a processo criminal pelo uso indevido de produtos controlados pela legislação brasileira, além de o laboratório não ter licença sanitária de funcionamento da Vigilância Sanitária Estadual, e nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para fabricação e exportação do produto.
Muitos brasileiros que vivem na América tiveram acesso ao remédio por preços que variam entre US$ 140 e US$ 230, sem se dar conta do risco que correm ao usar um produto sem a aprovação das autoridades sanitárias no Brasil.
O remédio é exportado para os Estados Unidos de forma e modo incorreto e totalmente fora da lei, muitas vezes sem a embalagem. Não existe fórmula mágica que proporcione um emagrecimento rápido e seguro sem deixar seqüelas em quem usa qualquer tipo de medicamento sem a devida prescrição médica e clinica.
Os medicamentos tem as substâncias chlordiazepoxide HCl – ingrediente ativo do Librium, e fluoxetine HCl – ingrediente ativo do anti-depressivo Prozac. O Librium é usado para redução da ansiedade e também para controlar os sintomas de abstinência no tratamento de alcoolismo. Eventualmente o Librium pode causar dependência e provocar sonolência, enjôo e causar limitações na capacidade de dirigir.
Já o fluoxetine HCl é um antidepressivo utilizado no combate de distúrbios obssessivo-compulsivo, pânico e bulimia, e podendo causar sérios efeitos colaterais.
As duas substâncias contém Fenproporex, um estimulante cuja venda não foi aprovada nos Estados Unidos, pois segundo a Food and Drugs Administration – FDA, a substância se tranforma em anfetamina no organismo e já foi encontrada em exames de urina de pessoas que tomaram o remédio. Os remédios que eram vendidos nos Estados Unidos como suplementos alimentares, estão na lista negra do FDA.



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